Presidente estadual do PSB-RS em entrevista a Rádio Medianeira de Santa Maria
(Foto André Ribeiro)


Mário Bruck destaca sua atuação frente a presidência do PSB gaúcho.

Em entrevista a Rádio Medianeira de Santa Maria no último dia 06 de Abril, Mário Bruck também fala sobre a candidatura do PSB ao palácio Piratini e sobre sua candidatura a Câmara Federal

*ATENÇÃO: Entrevista com transcrição do aúdio transmitido pela Rádio Medianeira, pode conter erros ou vícios de linguagem*



Rádio Medianeira: Estamos recebendo nos estúdios da Rádio Medianeira o presidente estadual do PSB, Mario Bruk, que também é pré candidato a deputado federal. Eu já quero começar lhe perguntando um assunto até no geral das eleições. Mas a gente está vivendo uma eleição que se projeta ser bem conturbada. Como o senhor analisa nesse momento? Realmente ser candidato e como o senhor está analisando esse período de campanhas eleitorais e essa eleição que ultimamente os últimos anos têm se mostrado tão conturbados? Parece que as pessoas têm uma obrigação de se posicionar. Ou você é esquerda ou direita, ou você vai votar naquele ou você vai votar nisso. Como é que você vê numa análise geral, esse momento político e as dificuldades também desceram um pré candidato se lançar, ter essas definições.

Mário Bruck: Bom dia Mateus! Bom dia vereador Danclar, bom dia o nosso querido amigo Celso, que é o nosso coordenador regional do PSB aqui na região central de Santa Maria. Olha uma pergunta bastante oportuna, mas em tempos de extremismo, onde parece que as pessoas são obrigadas estar num extremo ou no outro tem um pensamento um pouco diferente. Eu carrego na minha vida política que já fazem 30 anos de militância política partidária. Eu acho que estarmos nos extremos é uma coisa muito fácil escolher um extremo ou outro. O difícil é construir consenso com os diferentes e as soluções para os problemas, para resolver as coisas que efetivamente melhoram a vida das pessoas. A solução não está nos extremos, está na sabedoria e na inteligência de fazer os diferentes sentar em volta da mesa e encontrar um objetivo que unam para que possamos buscar a solução do problema. Não é demonizando o outro lado que eu vou conseguir fazer com que as pessoas conversem e avance para conquistar as coisas que a sociedade precisa. Eu não advogo os extremismos porque eles são prejudiciais às pessoas que no momento que tu faz as pessoas separarem se. Tem um perdedor, que é o eleitor e a sociedade. Enquanto os egos se alimentam, eu sou melhor que tudo, tu é isso, tú é aquilo fica a pessoa lá, sem medicamento no posto saúde, fica com o filho sem uma escola de tempo integral, fica as grandes necessidades da população sem ter a busca para resolver os problemas.Speaker2: E eu falo isso com muita propriedade. Sou presidente estadual do PSB e há uns quatro anos atrás, três anos e meio atrás, eu tomei uma iniciativa. Chamei todos os presidentes de partidos no Estado, do PSOL ao DEM para uma reunião. Vieram 12 presidentes de partido e eu chamei eles de uma mesa como essa e coloquei o seguinte nós estamos aqui todos de ideologias diferentes, não. Nós estava no mesmo partido, mas tem um tema que é do Rio Grande do Sul, que é o dos gaúchos. Eu gostaria de saber se nós podemos tratar isso junto, que era o repatriamento dos recursos da Lei Kandir, que o Estado vinha discutindo com a União há muito tempo e tinha um projeto tramitando na Câmara e precisava ser aprovado para 26,5 bilhões para o Rio Grande do Sul. Só que esse projeto não estava andando e eu desafio o que eu fiz com os presidentes de partidos que vamos nos unir em torno deste objetivo e mobilizar todas as nossas bancadas para esse projeto ser aprovado. Esse projeto não tem partidos, tem um partido chamado Rio Grande do Sul e nós temos que nos despir das nossas diferenças partidária em prol do povo gaúcho. Eu quero saber se tem algum partido que é contra o Rio Grande do Sul, porque todos os partidos se formam para fazer o bem para a sociedade. Então tem que ter alguma coisa comum que a gente possa caminhar.Speaker2: E nós identificamos naquele ponto uma convergência. Todos concordaram. A partir daí, evoluiu para uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, que assumiu a bandeira também de buscar a aprovação do projeto. E fomos ali. Surgiu a ideia que nós tinha que sentar com o governador e fomos até o governador do Estado, Eduardo Leite. Chegamos aqui tem 12 partidos. Estava Luciana Genro, estava o Celso Bernardi, estava todas as correntes partidárias, digo estamos aqui. Nós temos uma causa em comum. Essas são 6,5 bilhões para o Rio Grande do Sul que está trancado lá em Brasília, e todos os partidos aqui estão dizendo que vieram aqui para dar o apoio para o senhor como governador, capitanear essa causa e mobilizam os outros estados que também estão na mesma situação para aprovar esse projeto. Para a gente ter um resultado bom. Dois meses depois, o projeto está aprovado e o Rio Grande do Sul foi contemplado com 6,5 bilhões. Iniciativa de um presidente estadual do partido que chamou, teve a capacidade, chamou o diferente para sentar na mesa que a solução está. Quando a gente faz, os diferentes sentaram na mesma mesa. Os que pensam igual é fácil. Tu estala o dedo, estão na mesa. Agora eu quero ver o político que faz diferente sentar na mesa e encontra solução para o povo? Então eu sou o meu perfil. Alguém que busca sempre, permanentemente encontrar pontos convergente com as pessoas. Partindo do princípio que todos os partidos, todos os políticos, querem o bem comum.Speaker2: Eu não conheço uma pessoa que possa dizer eu entrei na política fazer o mal para alguém. Não. A pessoa entrou para fazer o bem. Agora, como fazer esse bem e que divide as pessoas a forma de como eu chego lá? A forma que eu olho. A solução é que não é a sabedoria para encontrar a possibilidade de encontrar um ponto de convergência, porque aí tu une a sociedade para buscar os objetivos. E o que nós precisamos mais de pacificação, precisamos mais é conversar. Eu sempre digo que passou a pandemia. Nós temos que começar a tomar mais. O chimarrão na volta da mesa tomou o café que nós estamos tomando aqui. Isso aqui aproxima as pessoas e aí a gente começa a encontrar as soluções. Para quem importa realmente que a gente se reúne, que o povo, que são as pessoas, principalmente os menos favorecidos, os desempregados, desalentados, as pessoas que estão lá esperando que o palco político se entenda e eles ficam. Por isso, o eleitor acaba tendo um ojeriza da política e do político, porque ele vê as pessoas com seus egos brigando um falando mal do outro, porque eu estou certo. Não é porque eu estou certo que eu sou da direita, sou da esquerda ou do centro. Eu não quero saber o prato de comida na mesa dele. Isso não tem ideologia, isso mata fome. É aí que a gente tem que sentar na mesa e encontrar solução.

Rádio Medianeira: E o senhor agora, com o senhor como presidente do PSB aqui no Estado, como o senhor vê a atuação do partido aqui e como o pré candidato a deputado? O que o senhor acha que ainda pode melhorar tanto no Estado quanto no Brasil?

Mário Bruck: Nós temos um grande desafio no Rio Grande do Sul, o PSB está ousando depois de 15 anos. Nós estamos tendo um candidato, um pré candidato ao governo do Estado, o Beto Albuquerque, com uma candidatura consolidada, um político com experiência conhecido, que já passou pelo Parlamento, já passou pelo governo, foi secretário de Estado mais de uma vez e se apresenta com um projeto diferenciado, que vai dentro dessa linha do que eu estava colocando, que nós não pregamos a política da terra arrasada. Teve coisas boas em todos os governos e tendo dificuldade. Tem duas coisas que nós entendemos que ficou muito pra trás em todos os lugares. Primeiro, a qualidade da educação e a valorização dos professores. Se os governos deixaram isso de lado ao longo de todos os governos, não é só a questão deste último governo. É só nós dar uma volta em Santa Maria. Como vou encontrar três, quatro escolas que não têm condições físicas de abrigar os alunos que precisam de alguma obra? Depois de alguma intervenção e nós vamos dar uma voltinha a mais aqui tudo vai contar nos dedos. Tem alguma que tem uma lousa digital que tem alguma tecnologia para ensinar aos alunos o mundo da ciência e da tecnologia, que hoje não se justifica. Mais um quadro negro de um giz que tu não prenda um aluno 04h00 sentado na era da tecnologia, do celular, das coisas, rápido que ficar na frente de um quadro, vendo um professor falar de perto à frente de 04h00, isso não existe mais.Speaker2: E nós estamos ainda nesta era e nesta época toda nossa educação precisa ser valorizada e colocada como prioridade. Eu, na esteira da valorização da educação, vem outro grande problema do Rio Grande do Sul, que é o desenvolvimento econômico, o que tem que ver a educação do momento, quanto em tudo isso, fazem o movimento do conhecimento. Se tu melhorar a qualidade da educação, se tu transformar as nossas escolas numa oportunidade de criatividade, de inventividade, para que os alunos possam ter acesso a robótica, possa ter acesso a construção de software, enfim, que possam entrar no mundo atual, que hoje nós estamos ensinando por passado, que as coisas que hoje nós aprendemos a tecnologia já superou nas escolas. Nós precisamos olhar para o presente e para o futuro. Então, vamos fazer essa revolução na educação, porque isso vai revolucionar a economia. Nós vamos ter os jovens preparados para o mundo que está hoje funcionando no mundo dos negócios e o mundo da tecnologia, da ciência e do conhecimento. E nós precisamos preparar esses jovens nas nossas escolas de ensino médio, todos tinham que ter alguma coisa técnica, tinha que ensinou. O aluno tem que ter no ensino médio, sabendo fazer alguma coisa dentro desta lógica das profissões do presente e do futuro. Então isso vai trazer o quê? Pessoas mais qualificadas para a economia, mais qualificada para desenvolver pessoas mais criativas, empreendedores? E vai despertar todo um processo de criatividade e de melhoramento da condição dos recursos humanos para fazer o desenvolvimento.Speaker2: Então, nós temos esses dois fatores educação de qualidade, professor valorizado e fomentar o desenvolvimento econômico, que não é só na questão da educação. Ele tem a complexidade do desenvolvimento, mas, acima de tudo, a nossas potencialidades gaúchas. O Rio Grande do Sul hoje está cada vez com a participação da indústria dos serviços menor sobre o PIB, está aumentando mais as exportações de produtos primários que são elaborados aqui no Rio Grande do Sul, que não são transformados, que não geram emprego, renda, impostos no estado, que tudo o que tu exporta, atributo zero não fica 0,01 € no estado. Então. Elabora projeto imposto em si e ajuda na geração de emprego de que precisamos ter uma política econômica que, a partir da nossa vocação, agente faça com que haja diversificação da economia e elaboração das coisas que a gente produz aqui. Outra coisa é o fomento, o pequeno micro e médio empresário, que emprega 70% da mão de obra no país. Quem emprega são os pequenos, são os médios, são os micros, os empreendedores individuais. As médias empresas são altamente informatizada, automatizada, geram muito recurso, mas pouco emprego. Não que seja contra ela, mas ela não responde socialmente mais para empregar as pessoas. Agora, o pequeno, o micro, o médio, empresário, esse emprega gente, se faz com pessoas e esse é muito mal tratado tributariamente. E também do ponto de vista de crédito, de fomento. Para se ter uma ideia, nós tivemos uma pandemia violenta agora. Quebrou meio mundo. Aí o governo do Estado criou o Avançar Juro Zero para socorrer as empresas que ganharam.Speaker2: Eu não sei se alguma empresa em Santa Maria conseguiu acessar esse recurso. No último levantamento, 70% não conseguiam acessar porque? Porque não tinham as chamadas negativas. Como é que tu quebrado na pandemia, tu vai estar com o imposto em dia? Vai estar com o iptu em dia, com a atual situação fiscal em dia, não está , tu deixou tudo isso para plantar, para poder pagar alguma coisa. O teu funcionário para manter a tua família, a tua vida naquele período de crise, exige que tu tenha isso regularizado para acessar o recurso. Obviamente, isso é mais demagogia do que a efetividade. A ampla maioria não acessa isso. Como é que tu faz para resolver o problema? Então tem que sair do sistema financeiro. Esse tipo de crédito, de ajuda tem que ser via tesouro, por dentro de uma secretaria, porque aí tu foge do sistema bancário e da regulamentação do Banco Central. Aí tu pode trazer as pessoas que estão negativados, que não têm acesso, porque se é para ajudar quem está quebrado e quem está com problema, não é com quem está com uma vida regular. Está tudo organizado e precisa muito pouco. Agora o cara que precisa quem está lá realmente, que sofreu com a pandemia e que está todo endividado e que precisa de um crédito, um fôlego para poder trabalhar. Então, eu defendo como pré candidato, também quero trabalhar muito isso na Câmara Federal.Speaker2: Que o que seja criado um sistema de financiamento para a micro e pequena empresa que seja via Tesouro do Estado, via Secretaria da Fazenda Estado ou da Indústria, Comércio e que isso seja operado município, Estado e União por dentro do sistema de governo, para poder ajudar realmente quem precisa e dá um grande boom na economia. Porque se colocar dinheiro nesse pequeno empresário, dinheiro que circula e não vai especular na bolsa de valores, ele vai trabalhar aqui dentro do bairro, vai trabalhar dentro da localidade onde ele atua. Então é isso que nós precisamos. São soluções, às vezes simples, mas que as pessoas não fazem porque não falam, que não enfrentam e que fica jogando só pra midia. Você já viu o microcrédito em Porto Alegre? O prefeito estamos lançando o microcrédito. É para socorrer as empresas em Porto Alegre, quebradas o primeiro requisito está com o IPTU em dia,se estiver negativado pelo Estado? Não, o município não pode acessar. Então já tinha 90% fora. Imagina de um amigo empresário que está quebrado na pandemia foi pagar o IPTU? Óbvio que não. Então essas coisas precisam ser olhado com mais seriedade. Se nós falamos em apoio ao pequeno empresário, tem que ser de verdade. Tem que ser para efetivamente dar condições para ele. E isso é possível. Eu, quando fui vice prefeito de Itaqui, eu idealizei e mandamos para a Câmara. Aprovamos uma lei de microcrédito municipal, que era via Secretaria de Industria e Comércio, sem burocracia nenhuma. O cara tinha que ter o projeto, tinha que ter onde fazer o investimento e a viabilidade do investimento.Speaker2: Isso era pré requisito para ele ter acessar o financiamento. Agora, buscar todas as negativas do caso, eu estou buscando lá impecilho para nova lei, justificando alguma forma de eu não emprestar o dinheiro para a pessoa, o fomento da economia. Então essas coisas assim tem que serem desburocratizada e com isso a gente dá um choque de desenvolvimento, coloca dinheiro na mão da pequena micro empresa, faz a economia girar, faz o emprego, surgir porque o dinheiro fica dentro da própria sociedade e é diferente de trazer um grande empreendimento. Ou seja, a compra pode trazer um grande empreendimento, uma montadora, ou trazer uma grande fábrica. Aí eu vou dar 300 milhões de isenção de impostos. Aí cada emprego vai me custar 1 milhão de reais. E se eu for um micro empresário, vou contar um exemplo rapidinho para vocês. Quando me surgiu a ideia de fazer essa lei de microcrédito no São Paulo, foi para a partir de um exemplo real. Eu sou vice prefeito. Sentar na minha cadeira chega uma pessoa me pede uma, foi lá, me pediu auxílio. Vim aqui, meu pai disse que para conversar contigo eu estou desempregado. Tenho dois filha, mulher e estou sem nada. Passando fome. Eu queria ver quem pode me ajudar. E eu perguntei para ele o que sabe fazer e ele só. O meu pai me criou vendendo pastel no comércio. Enfim, de bom, porque tu não vai para essa atividade? Não faz um pastel, não sairia dizendo eu estou desempregado, não tem 1 centavo, não tem dinheiro pra comprar massa, a farinha ou o guisado e um cilindro programável. Não tenho nada. Eu também não, vim aqui e amanhã vou conversar contigo. Fui para casa, eu tinha um cilindro em casa, peguei o cilindro meu que eu tinha de de massa. Cheguei lá dez horas. Ele veio , eu disse meu amigo, está aqui. O cilindro está aqui 50 reais. Ele te comprou o guisado? Pois é o que eu posso ajudar. Emprego não posso te dar na prefeitura por concurso público, não tenho que entrar. Eu não tenho nenhuma linha de crédito aqui que eu possa te fomentar, que eu posso fazer isso. Eu posso te ajudar e ajudei e ele me agradeceu. Foi embora dali a três dia eu voltei. Tinha dois pastéis na minha mesa. Agora não estou de aniversário. Vou acabar esquecendo de ter ajudado. Ele fez uma coisa assim, sem interesse, e a minha secretária, não ele voltou aqui, passou na bicicleta com a caixa de isopor forrada com papel laminado cheio de pastel. Ele disse que está vendendo muito bem os pastéis dele, que deixou aqui dois pastel para agradecer, então um cilíndro e 50 reais  resolveu o problema de uma família e às vezes um emprego custa milhão de reais e ali custou 50 reais. Então tem soluções simples, baratas, desde que haja sensibilidade social e que as pessoas façam política não só com razão, mas também com coração, às vezes olhando as pessoas, olhando o ser humano. E é isso que faz a diferença na vida das pessoas.Speaker2: Então soluções tem que tem que haver vontade política. E a questão do microcrédito? Ele é fundamental para desenvolver economia e gerar muitos empregos, mas ele tem que ser via tesouro. Aí eu criei a Lei do Microcrédito, via Secretaria e Industria e Comércio, que colocava empréstimo de 200 R$ a 5.000 R$, um juro fixo de meio por cento ao mês, sem burocracia, com 18 meses de carência para o pipoqueiro. Lá queria reforma o carrinho dele, queria 300 R$ e iria lá. Tinha o crédito e tinha 18 meses de carência e mais 24 pra pagar uma prestação de 5 a 10 reais e conseguia fazer a economia girar e sustentar sua família. Então é isso que são. Às vezes são coisas simples, mas que são efetivas. E com essa disposição e com essa visão social que eu estou trabalhando, correndo hoje com minha pré candidatura para construir mandatos que enxerguem as pessoas e trabalho para as pessoas, não só para o asfalto, só para a grande obra que a pessoa enxerga, mas a maior obra que é construir a vida humana e ajudar quem precisa estar com política, que chegue lá na ponta e gerar os consensos, aqueles dias para a gente ajudar as pessoas que precisam não ficar no egoísmo e na soberba de cada um no seu canto, achando que é melhor que o outro. Não vamos para a vida real ajudar quem precisa e isso a gente tem que ser dar as mãos com quem pensa igual, com quem pensa diferente, desde que o objetivo seja ajudar quem precisa.

Rádio Medianeira: O senhor comentou essa coisa que alguns problemas do Brasil podem ser resolvidos de uma maneira fácil. E a gente vê que uma coisa que parece que se torna tão difícil a resolver a saúde no Brasil, eu vejo que a pandemia escancarou muitos problemas que tinha no Brasil. Realmente a gente teve grandes colapsos da saúde em Manaus, que acabou se perdendo muitas vidas, e aqui no estado também não foi diferente, nem se perdeu um número expressivo de pessoas em razão da pandemia. Mas realmente a pandemia no Brasil, no geral, escancarou realmente que talvez a saúde não tenha sido uma prioridade e nunca tenha sido uma prioridade, porque a pandemia veio e se perdeu tantas vidas, quase uma solução, um trabalho mais intensivo no SUS poderia ter ter tido menos bem bem menos perdas com relação à pandemia. Como o senhor analisa esse trabalho que foi feito durante a pandemia, os governos atuais e o que dá para melhorar na saúde?

Mário Bruck: Eu penso que graças ao SUS, nós não perdemos mais pessoas. Se não tivemos um sistema de saúde como o Brasil tem, que é o SUS. Apesar de todas essas dificuldades, apesar de não ter sido prioridade há muito tempo de estar sucateado, o sistema principalmente de atenção básica, de pequena e média complexidade, que acaba sendo super utilizado e responde aquém das expectativas. Mas dentro da pandemia nós podemos ver realmente que os hospitais não estavam preparados para uma pandemia, para uma catástrofe, para um ativo onde houvesse um aporte de grande fluxo, na alta complexidade, nas UTIs, principalmente. Qual foi o nosso problema na pandemia? Inicialmente foi o UTIs, respiradores, porque nós enfrentamos uma doença que ninguém conhecia, que não tinha um medicamento ainda descoberto e as pessoas precisavam respirar e precisava estar na UTI. Nós não tínhamos UTIs, ai se improvisou hospital de campanha usou as mais variadas formas e nisso nós perdemos 600, mais de 600.000 vidas no Brasil e aqui quase 40.000 aqui no Rio Grande do Sul. Então isso demonstrou realmente que nós tínhamos uma fragilidade. Mas penso que a pandemia contriuiu para chamar a atenção para isso e para que pudesse preparar o legado da pandemia. Vai ficar no SUS que nós temos que fazer, não perder isso, não deixar que isso seja desativado, os leitos a mais que foram construídos e todos os investimentos que temos para a pandemia. E nós temos que manter isso e ampliar, que não pode retroceder, porque como a pandemia passou, daqui a pouco começa a desativar, desativar, e daqui a pouco não tem mais UTIS de novo. Vem uma gripe forte, já não tem onde pôr as pessoas Speaker2: Então essa é uma fragilidade que o sistema tem e lá dentro do hospital é onde as pessoas precisam da UTI, precisam de tratamento especializado. E também temos as questões eletivas, as consultas especializadas, por exemplo, atuando no sistema de regulação. É uma tortura, né? Nós temos pessoa que precisa consultar com Traumato, que está há 600 dias esperando 900 dias esperando uma consulta. Esse dia eu estive na cidade de Alegrete e aí me informaram ali um rapaz da saúde lá que tinha uma fila de 900 pessoas para fazer endoscopia, o que é pouco. Se a pessoa está com alguma coisa grave no estômago e dois anos esperando, vai acabar a pessoa falecendo. Uma simples endoscopia. Então há toda uma fragilidade nas cirurgias. Então tem cirurgia que leva quatro anos para sair. Logo chegou e já tem vários casos. Quando vem para avisar, a pessoa só já morreu, já não está mais. Então tem esse enfrentamento que nós podemos zerar isso aí.E a proposta do nosso pré candidato no governo do Estado é fazer um grande concertação com os hospitais e fazer um mutirão para zerar as cirurgias e zerar as consultas especializadas para a partir daí a gente pensar um sistema que preze mais e investir fortemente na saúde preventiva. Nós não podemos trabalhar só para curar a doença sem trabalhar, trauma, as pessoas não adoecerem e isso entra muito pra questão da estratégia da família de trabalhar, mas que entra junto com outras questões. Se a pessoa está numa moradia precária, se alimenta mal. Qual é a prevenção que vai fazer para doença desta pessoa? Por mais que tu visite, que tu oriente,Speaker2: Falta uma alimentação balanceada. Ele vai estar com o sistema imunológico deprimido e vai adoecer. Vai para o sistema, então vai melhorar a qualidade de vida das pessoas. A empregabilidade tem um programa de renda mínima para que as pessoas tenham condições de se alimentar, porque o melhor remédio preventivo é comer bem e ter uma nutrição balanceada, porque ali estão todas as vitaminas, todas as proteínas. Tudo que nós precisamos está no alimento. É o que ocorre com uma grande parte da população não tem acesso a isso. Mali propriamente consegue o feijão com arroz quando tem, porque subiu tanto agora que até esse artigo, que era simples, a gente conseguiu o arroz com feijão. Hoje está difícil. O arroz subiu quatro vezes em quatro anos, o que era um pacote de arroz e quando está hoje, até isso ficou um carboidrato ali. Para um cidadão que mora na vila, no bairro está difícil e isso faz parte da saúde. As pessoas se alimentarem bem e ter a saúde preventiva, a saúde mental que pouca gente fala, mas hoje um quarto da população foi afetado na saúde mental. Com a questão da pandemia, o índice de depressão desse síndrome de suicídios aumentou violentamente e nós não temos um sistema de saúde nada preventivo. Eu defendo, por exemplo, que as equipes de estratégias da família incluam um profissional mais psicólogo. Tem que ter um psicólogo na estratégia da família, porque hoje faz parte das doenças modernas que nós estamos vivendo. A síndrome hoje estão atingindo das crianças aos idosos e nós não estamos tratando com a devida seriedade. Isso é difícil.Speaker2: Alguém que não tem na família alguém com depressão, alguém com alguma síndrome. É raro ter uma família que não enfrenta um caso. Então, isso é uma outra pandemia que está tendo na saúde mental. E não estamos enfrentando isso com a devida seriedade com um profissional. Na psicologia, eu penso que ajudaria muito e até desafogaria muitas consultas que vão para o consultório médico, que seriam de saúde mental, que estão indo para a medicina convencional. Acabaria sendo tratado com pelo psicólogo e não precisa vir para os consultórios médicos. Então isso também é saúde preventiva e fortalecimento do SUS. E essa bandeira da saúde mental eu tenho ela também muita ênfase, porque penso que a gente não está. Não estamos dando a devida importância para o tamanho do problema. É um problema grave e que precisa ser enfrentado e preventivamente. É a melhor solução, porque depois a pessoa está na depressão, porque a depressão mata, tem várias pessoas que acabam morrendo. Entrou numa depressão profunda e se um organismo entra em colapso e a pessoa vem a falecer de um problema que poderia ser tratado lá na origem. Para a pessoa não chegar ao ponto de chegar a uma depressão profunda. Com a saúde tem muito a avançar. Mas o SUS é um sistema que deve ser fortalecido. Ele é bom, mas precisa ser colocado recursos e verbas para que ele funcione, porque hoje os planos de saúde são muito bons na alta complexidade e vão para dentro do SUS. Quando tem que fazer um transplante e quando tenho que fazer as coisas, os procedimentos caríssimos, quem faz é o SUS.

Rádio Medianeira: Ainda seguindo na pauta da saúde, que é importante a gente. Quanto a essa semana, a gente teve a votação do piso da enfermagem, que foi votada com os deputados, e isso foi votado aqui na quarta feira à noite e na quinta feira de manhã. A gente conversou com a presidente do Sindicato dos Enfermeiros aqui do Estado, Cláudia Franco Cunha, e ela falou para nós esse impacto que causa na categoria. Ela até que falou e detalhou como a categoria precisava dessa atenção, desse olhar, dessa melhora, porque os enfermeiros representam 70% dos atendimentos do pessoal que trabalha com a saúde. Os enfermeiros são 70% da categoria. Como é que o PSB votou também favorável pelo piso? Como é que o senhor analisa essa atenção que agora dera para os enfermeiros no Brasil?

Mário Bruck: Ela chegou atrasada, já deveria ter há mais tempo ter tido esse reconhecimento. É só olhar o papel da enfermagem na pandemia que estavam lá na linha de frente, dando o primeiro atendimento, recebendo as pessoas, e muitos deram a sua vida nessa pandemia para cuidar das pessoas. Quantos enfermeiros morreram na pandemia por estar na linha de frente do local de trabalho que se tivesse em outra profissão na sua casa não teriam morrido? Morreu porque estavam lá. Então são profissionais abnegados, corajosos e indispensáveis dentro da sociedade. Então, é uma valorização mais do que justo que veio no momento adequado. O enfermeiro, o técnico de enfermagem, que é proporcional, é o auxiliar de enfermagem. É outro piso que foi aprovado também que é importante são os agentes de saúde que foi aprovado no Senado, que também reconhece esse outro profissional que trabalha na saúde preventiva, que também deveria e tramitava já há 11 anos essa PEC. O cenário de valorização do Projeto Saúde foi aprovado. São duas categorias que mereceram e merecem e fazem jus ao que foi aprovado. Agora nós temos que fazer essa lei sair do papel, porque o que dizem as prefeituras que não têm como pagar o que diz hospital filantrópico não têm como pagar. E precisam, então, viabilizar isso. Eu penso que tem que encontrar fontes de receita junto e parece que a Câmara está debruçada em cima disso. E no Senado ficaram de encontrar porque tem que ampliar o recurso do SUS para essas áreas para poder pagar os profissionais, senão não vão gerar expectativa e não vão poder efetivamente o pagamento acontecer.Speaker2: Então tem que ampliar o recurso público. Tem que criar uma estratégia junto com os hospitais comunitários, que muitos estão quebrados, estão com dificuldades e precisam também ter. Para se ter uma ideia, o SUS não reajusta os procedimentos nos hospitais. Aí há 20 anos tem consulta médica. Aí que pagam 1 real, eles pagam 2 reais. Então é assim uma defasagem violentíssima e que precisa ser reajustado. O SUS tem que pagar o que vale hoje no mercado. Se pagar o que equivale no mercado do serviço que ele utiliza dos hospitais, não precisaria ajudar em nada. Hospitais seriam viáveis. Só que a tabela do SUS ela está com mais de 90% de defasagem nos últimos oito anos. Então, ela precisa ser valorizada, possivelmente o recurso para pagar o que é justo, que os profissionais de enfermagem e os agentes comunitários de saúde vão receber efetivamente o piso. Mas foi um grande ganho. Acho que a pessoa que é bem remunerada, reconhecida, ela trabalha também com mais, com mais tranquila, sabe que a sua família está com suas necessidades supridas porque ganha o suficiente para poder ter a sua vida digna. Então, é um reconhecimento que veio tarde, mas veio. Que bom que nós temos aí nossas enfermeiras e enfermeiras, agora com piso nacional reconhecido.

Rádio Medianeira: Presidente, sei que a gente poderia passar horas aqui conversando. Não tem tanto assunto para falar do que eu quero aproveitar. Eu preciso aproveitar e perguntar a questão da segurança, porque a gente teve aqui em Santa Maria. Atualmente a gente está com um número de 29 homicídios. Isso em quatro meses dá uma média de sete homicídios por mês. O número poderia ser pior porque teve 72 tentativas de homicídio, que poderia, consequentemente, virar um homicídio. A questão da segurança precisa ser muito bem analisado também. E eu digo isso não só a nível do Estado. Acho que a nível nacional também precisa ter essa atenção que a gente vê que a questão da segurança. Hoje de manhã a gente estava acompanhando uma informação na Bandeirantes, no jornal. Lá em São Paulo, a empresa Sabesp, que faz serviços de água, estavam fazendo uma ocorrência, consertando um encanamento e foram assaltados a empresa dela que foi assaltada. Então a gente vê que a questão de segurança exige uma atenção em todo o Brasil. Como o senhor analisa a segurança aqui no nosso Estado, principalmente.

Mário Bruck: A segurança é um. É um conjunto de ações. Não, ela não tem uma solução única, não está simplesmente em aumentar o efetivo. Primeiro que não teremos efetivo suficiente para cuidar todas as esquinas de uma cidade, todos os lugares. A segurança, para mim, está intimamente ligada com a educação. Como a gente constrói uma sociedade menos violenta. Acho que essa pergunta que a gente tem como é que a gente constrói a sua cidade menos violenta é educando essa sociedade. É as nossas crianças serem cuidadas para que possam ter uma formação. Não é um caráter, é já desde pequeno, voltado para fazer o bem. Se tu pega hoje 11, mãe, que tem um filho É Ela está na escola infantil até os 5 anos, ia cuidar do dia inteiro lá na escola infantil, a partir dos 5 anos, com a escolinha infantil, não é mais obrigatório no turno integral. Você passa a ter meio turno essa mãe, na grande maioria, faz 50% das famílias. Quem é chefe da família, mãe, pai já saiu do lar, já abandonou isso com a mãe, com os filhos, e ela precisa trabalhar. É a única fonte de renda para trazer para casa. Se a criança sair da escola infantil, não é, vai para a escola regular e passa a ter um turno de acolhimento, que que essa criança fica com quem no segundo turno ela vai ficar sozinha com o irmão mais velho em casa, ela vai ficar com cuidado pelo tio, pela tia, pelo padrasto. Ele fica esforço para os mais variados tipos de violência. Não é? E de influências, ou ela vai para a rua ou que é pulando e logo em seguida o tráfico vai começar a cuidar dela. As facções vão cuidar dela e ela vai estender o caminho. Não é da violência. Agora, se eu tivesse uma escola de turno integral, que ela saísse da escola infantil, seguisse no ensino fundamental, um turno integral, cuidado dia todo com o contra turno, tendo cultura, esporte e lazer, todo o cuidado. Tu acho que essa criança, a chance dela delinquir, seria muito menor do que ela estando na situação que está hoje. Então, essa fábrica de desajuste social não vai ter lá na ponta segurança que resolva, porque nós estamos produzindo desajustes da sociedade. É porque não estamos cuidando da origem. Nós precisamos cuidar a origem do processo, obviamente, sem escutar, sem descuidar da da polícia preventiva ostensiva. Tem que ter lá na ponta, porque tu não resolve isso da noite pro dia. só que se tu não investir nesta base é enxugar gelo. Então vai cada vez ficar olhando os índices de violência aumentarem. Porque tu não cuidar das crianças, dos jovens? É na idade que ele está formando o caráter, ele não tiver o acolhimento que ele precisa ter um ensinamento é, ele vai tender a ser um jovem que vai dar problema para a sociedade. Então, para mim, a segurança está muito ligada na prevenção e essa prevenção começa lá na primeira infância é, começa quando mantém ela numa escola de turno integral durante todo o período da sua vida, infância, adolescência, que depois ele formou o caráter na infância. Na adolescência, dificilmente vai mudar. Personalidade lá na frente, como é o contrário. Depois ele formar uma personalidade. É muito difícil mudar ele a recuperar essa pessoa. Não é para olhar os índices de de de nas casas que já que acolhe menores infratores, né? O índice de recuperação é é muito pequeno, não chega a 30% de cada 10, é. Tu consegue recuperar 3 agora que isto cuidar na origem, ao contrário de cada 10, tu vai salvar 7. Não é? Então nós vamos diminuir infinitamente os problemas lá na ponta. Só que as autoridades não olham para isso, não é tu ver todos os programas de segurança? Não, não, não, não conecta com a educação e, no meu ponto de vista, ela não tem como ser resolvida. Se tu não investir junto na educação, então passa pela prevenção, passa pela escola de turno integral, passo do acolhimento da criança, de cuidar da criança, porque as mães infelizmente tem que trazer o pão para dentro de casa e tem que ir pro mercado de trabalho e as suas crianças ficam desprotegidas. E aí começa a distorção, depois chega, o cara está saltando, o cara da água que aí já entrou no craque. Ele já entrou na droga, ele já perdeu a razão e já virou um doente na sociedade aí que vai delinquir para suprir os seus visão, necessidade de que isso é muito difícil de recuperar, que vai prender, soltar. Ela vai voltar de novo porque nós formos cuidando do mal lá na origem. Se eles tivessem sido cuidado na origem, no mínimo 70% desses problemas, 100% nunca vai resolver. Tá? Porque tem um estudo. Tem estudo que diz que o crime é é bio psico social essa pessoa que comete um crime, ele ou ele tem uma questão biológica, uma questão é psicológica, dá. Ele tem um distúrbio mental e vamos para cama ou é social que é produto do meio, que para mim é o grande. Para OA grande parte da da penalidade sai do produto social das pessoas, não são cuidadas corretamente. Acaba, mas aquele 2 primeiro o biológico, que tem uma tendência, já a biológica, para, para, para Prime índice, ele tem que ser tratado. E assim vai ser mais difícil de cuidar.

Rádio Medianeira: Está certo o presidente estadual do PSB, Mário bruck, também pré-candidato a deputado federal. Agradeço a participação aqui na rádio Medianeira, a sua visita, deixe o espaço liberado para considerações finais, mas muito obrigado pela presença.

Mário Bruck: Eu agradeço muito aqui a espaço da rádio e no Rio de Janeiro, a rádio que tem uma audiência grande, uma rádio que faz parte da história do Santa Maria na região central.Tenho, sim, inserido no contexto. Não é da não consegue contar histórias de Santa Maria? Fiz sem contar a história da rádio. Então é uma Alegria estar aqui tendo esse espaço democrático, não é para expor aquilo que eu penso, não é? Junto com os companheiros, você fica com vereador. Danclar ,com o Celso é que estão aqui no dia a dia. Com Caroline que eu sempre troco o nome dela.  e o  André , são companheiros aqui da do dia a dia de Santa Maria, um partido que vem crescendo, tem 2 vereadores na cama, tá? É aí que vem com projeto de crescimento que vem agregando hoje mesmo vou participar de um ato de filiações, chegando mais pessoas, eu partido, que demonstra a vitalidade, é um partido que está inserido e faz parte do contexto político de Santa Maria. Então, muito obrigado. Desejo um,ótimo final de semana a todos os ouvintes da emissora que estamos aí sempre à disposição para qualquer esclarecimento que precisar.

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